Gestão do prefeito Joãozinho Pavão entrega cinco importantes obras neste fim de semana em Santa Helena
Camarão quer ser candidato ao Senado em chapa com Braide
Políticos de oposição que integram o chamado grupo dinista – uma referência ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino – recalcularam a rota e estabeleceram um novo projeto majoritário para o pleito deste ano.
Fazer com que o vice-governador Felipe Camarão concorra ao Senado em uma possível chapa encabeçada pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), caso este decida renunciar ao mandato para entrar na disputa pelo Governo.
O projeto ainda não foi publicizado oficialmente, mas já é confirmado por alguns destes políticos.
A montagem se daria da seguinte forma: o dinismo, via “força suprema” estabelecida em Brasília, traria para o campo de Braide o apoio do PT, partido de Camarão, que está federado com PC do B e PV – reveja, reveja e reveja.
Em troca, o vice-governador, que pontua em último lugar nas pesquisas de intenção de voto, concorreria a uma das vagas para a Câmara Alta.
O petismo indicaria ainda um nome para a função de vice-governador (a).
O PSB trabalha para indicar a outra vaga para o Senado, mas encontraria resistência por parte de Braide e alguns aliados.
Julgamento de Josimar e Pastor Gil no STF tem início nesta terça (10)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira, 10, o julgamento de ação penal que tem como réus deputados federais do Partido Liberal (PL) acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.
Respondem ao processo os deputados Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), o Pastor Gil, além do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), o Bosco Costa.
De acordo com a PGR, o grupo teria solicitado pagamento de propina em troca da liberação de recursos destinados ao município de São José de Ribamar, no Maranhão, por meio de emendas parlamentares.
A denúncia teve origem no Inquérito nº 4870 e foi recebida pela Primeira Turma do STF em março de 2025, sendo posteriormente convertida em ação penal.
Além dos três políticos, também figuram como réus Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha, totalizando oito acusados no processo.
Para analisar o caso, a Primeira Turma reservou três sessões de julgamento.
A primeira está prevista para as 9h desta terça-feira, seguida por uma segunda sessão às 14h do mesmo dia. Caso seja necessário, uma terceira sessão poderá ocorrer na quarta-feira (11), às 9h.
O julgamento será realizado na sala da Primeira Turma, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.
A análise do processo seguirá as regras estabelecidas pela Lei nº 8.038/1990, que disciplina o trâmite de processos criminais no STF, além do Regimento Interno da Corte. Após a abertura da sessão pelo presidente da Turma, o relator da ação penal, ministro Cristiano Zanin, fará a leitura do relatório, apresentando um resumo do caso, o histórico da investigação e os principais pontos da denúncia.
Na sequência, a Procuradoria-Geral da República apresentará a acusação. Os advogados de defesa terão prazo de até uma hora cada para realizar suas sustentações orais.
Encerradas as manifestações das partes, terá início a fase de votação. Depois do voto do relator, ministro Cristiano Zanin, votarão os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e o presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino.
A decisão será tomada por maioria. Caso haja condenação, os ministros também definirão as penas aplicáveis aos réus.
Segundo a denúncia da PGR, em 2020 os parlamentares teriam condicionado a destinação de R$ 6,67 milhões em recursos públicos, via emendas parlamentares, ao pagamento de R$ 1,6 milhão em propina — o equivalente a 25% do valor total.
O pedido teria sido feito ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), José Eudes.
As investigações começaram após uma notícia-crime apresentada pelo ex-prefeito. Ele negou qualquer participação em negociação envolvendo emendas parlamentares e relatou ter sofrido cobranças e intimidações por parte dos integrantes do grupo investigado.
Ainda de acordo com a Procuradoria-Geral da República, o suposto esquema seria liderado pelo deputado Josimar Maranhãozinho, que teria exercido controle sobre a indicação e a destinação das emendas parlamentares.
A acusação aponta que esse papel de liderança estaria demonstrado em diálogos entre os investigados e em documentos reunidos ao longo da apuração, os quais indicariam a existência de uma organização criminosa voltada à comercialização de emendas.
Senado: disputa por suplência mostra força de Hilton Gonçalo

A pré-candidatura do médico Dr. Hilton Gonçalo ao Senado Federal nas eleições de 2026 já começa a ganhar outro patamar política no Maranhão. Diferente de outras articulações que ainda buscam nomes para compor chapas, o partido Mobiliza decidiu adotar uma estratégia inovadora: realizar uma pesquisa qualitativa para avaliar possíveis nomes interessados em integrar a chapa como suplentes do pré-candidato.
A iniciativa demonstra que o projeto político liderado por Hilton Gonçalo já desperta interesse em diferentes setores da política maranhense. Em vez de uma escolha impositiva, o processo tem sido conduzido por meio de diálogo e avaliação política, buscando identificar lideranças que estejam alinhadas com os anseios da população e que possam fortalecer ainda mais a candidatura.
Entre os nomes analisados estão lideranças com trajetórias consolidadas e representatividade em diferentes segmentos da sociedade. Um deles é o professor Márcio Jardim (PT), figura conhecida no campo progressista e com experiência em gestão pública, tendo atuado como secretário de Esporte no Maranhão e também em funções estratégicas nas prefeituras de Maricá (RJ) e São Luís (MA).
Outro nome é o do Pastor Bel (DC), líder da Assembleia de Deus e com forte atuação no segmento evangélico. Ele já teve passagem pelo Senado Federal, quando assumiu mandato em 2017 como suplente, e possui forte influência entre setores conservadores do estado.
Também figura entre os avaliados o ex-prefeito de Balsas, Erik Silva (Podemos), médico e liderança política no sul do Maranhão. Ele governou o município por dois mandatos consecutivos, após vencer as eleições de 2016 e ser reeleito em 2020, dando continuidade a uma tradição familiar de atuação na medicina e na política.
De acordo com fontes do Mobiliza, a estratégia é avaliar nomes que representem diferentes correntes políticas e regiões do estado, ampliando o diálogo e fortalecendo a construção de uma candidatura plural e competitiva.
A definição final sobre os suplentes deve ocorrer até o final do primeiro semestre, após a conclusão das consultas e avaliações internas.
Na eleição para o Senado, os suplentes são escolhidos previamente e integram a chapa do candidato titular, de forma semelhante ao que ocorre com vice-prefeitos, vice-governadores e vice-presidentes.
Nos bastidores políticos, a movimentação em torno da composição da chapa tem sido interpretada como um sinal de que o projeto político de Dr. Hilton Gonçalo já avança de forma estruturada, atraindo lideranças de diferentes campos ideológicos interessadas em participar da disputa e fortalecer a representação do Maranhão no Congresso Nacional.
PF se divide sobre pedir prisão de filho de Lula e eleva tensão em Brasília

A possibilidade de a Polícia Federal pedir a prisão de Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, divide a corporação e está elevando a tensão em Brasília.
O processo que corre contra ele no STF é sigiloso. Por isso, não é possível saber oficialmente se, junto com o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, autorizado por Mendonça, os policiais encarregados da investigação solicitaram também que ele fosse preso. A discussão interna, no entanto, existe.
Segundo apuração da coluna da Mônica Bergamo, delegados que têm trânsito no gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça defendem a ideia.
Integrantes da corporação contrários a ela, por outro lado, afirmam que a prisão de um investigado não pode ser um desejo do investigador, mas sim baseada em elementos concretos e fortes, já que a liberdade é um direito fundamental.
Para decretar uma prisão preventiva, o juiz precisa ser convencido de que o investigado está obstruindo a Justiça, criando embaraços para a investigação ou oferece risco de fuga.
O filho do presidente é investigado por sua ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Lulinha afirma que não tem nenhuma relação direta ou indireta com as fraudes dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas.
A defesa de Fábio Luís se diz perplexa.
“Recebi com indignação e perplexidade a notícia. Eu acredito, sinceramente, que tudo não passe de fofoca. Não havia nem sequer justificativa para a PF fazer o pedido de quebra dos sigilos, já que o Fábio havia comunicado ao Supremo a disposição voluntária, espontânea e efetiva de colaborar com as investigações”, diz o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que integra a defesa ao lado de Guilherme Siguimori.
“Além disso, confiamos na integridade e na forma serena e isenta com que o ministro André Mendonça vem conduzindo o inquérito. Temos certeza de que ele vai ser justo e imparcial. Não haveria motivo para justificar uma prisão ou coisa do gênero. Seria mais um excesso, entre os já denunciados, da PF”, completa.
Prefeitura de Mirinzal vai gastar R$ 10,7 milhões com mão de obra terceirizada
Deputado Wellington do Curso se reúne com aprovados no concurso de Luís Domingues
Desembargador maranhense é citado em caso de narcotraficante
Natural do Maranhão, o desembargador federal Ney de Barros Bello Filho, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi citado em matéria da Revista Piauí que o apontou como participante de um esquema envolvendo a narcotraficante Karine de Oliveira Campos.
De acordo com o que foi relatado pelo jornalista Allan de Abreu, na reportagem de título “Duvido não aceitar”: A maior narcotraficante brasileira e os milhões de reais para corromper a Justiça, o maranhense teria recebido propina para expedir decisão favorável a um aliado de Karine.
“Passado pouco mais de um ano da soltura de André do Rap, Karine Campos comandou uma operação escusa para corromper a Justiça e livrar um subordinado da cadeia: Leonardo Costa Nobre. As conversas interceptadas revelaram um caso de corrupção no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. O advogado João Paulo Todde Nogueira foi contratado para obter o benefício. Em um manuscrito, Costa Nobre pedia 2 milhões de reais para a “madrinha” (Karine), afirmando: “É 1 milhão para cada desembargador, preciso de 2 votos dos 3 da Quarta Turma”. A investigação aponta que o contato para os esquemas ilícitos dentro do TRF da 1ª Região seria o desembargador Ney de Barros Bello Filho, ex-cunhado, também maranhense desembargador Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Juliana, irmã de Costa Nobre, afirmou em ligações que Ney Bello “ganha uma beirada” e que o advogado teria dado 1,5 milhão de reais ao desembargador”, diz um dos trechos do texto.
Ney Bello, ao se manifestar, negou qualquer tipo de envolvimento.
Em outubro do ano passado, o magistrado teve o seu nome citado em um caso que trata sobre chantagem e influência de poder para emparedar o governador Carlos Brandão e, desta forma, obriga-lo a cumprir supostos acordos políticos.
Tudo foi revelado pelo deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB), que expos na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão prints e áudios envolvendo políticos e outras autoridades ligadas ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.
As chantagens, segundo Yglésio, tinham relação com o destravamento, no STF, de processo para indicação de dois conselheiros para o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, cuja relatoria e do próprio Flávio Dino; além de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que questionava, à época, resultado da eleição para presidência da Assembleia vencida pela deputada Iracema Vale (PSB) contra o deputado Othelino Neto (SDD).
Em mensagem encaminhada ao secretário de Estado da Articulação Política, Rubens Pereira, Ney Bello afirma que Brandão precisa “baixar a bola e segurar a arrogância burra dos irmãos”.
E ameaça: “Há alguns inquéritos para estourar e isso vai jogar ele na lama. Ou ele parte para contenção de danos ou ele não chega em abril”.
Em um outro trecho, o desembargador federal enumera cinco movimentos que o governador deveria fazer para se livrar dos problemas judiciais: afastar o irmão [Marcus Brandão] de TUDO que diga respeitos ao governo; entregar novamente Secretarias para o PT, que teriam outros titulares com nomes negociados; anunciar publicamente sua pré-candidatura ao Senado e que o vice-governador, Felipe Camarão (PT), será o candidato do grupo; tirar parentes do governo e compor politicamente com a base; e dizer que “não se mete na eleição da ALEMA e o STF que decida”.
Prefeito Joãozinho Pavão entrega novo centro especializado para crianças atípicas




Homem que trabalhava como carcereiro é assassinado a tiros em Matinha
![]() |
| Homem que trabalhava como carcereiro é assassinado a tiros em Matinha — Foto: Reprodução/ TV Mirante |
A força das mulheres que movem o Maranhão

Por Carlos Brandão
Quem conhece o Maranhão de perto sabe que há algo em comum em quase todas as histórias de superação do nosso estado: a presença de uma mulher firme, trabalhando, cuidando, liderando.
A mulher maranhense sempre foi uma força silenciosa que sustenta o nosso desenvolvimento. No campo, por exemplo, elas são protagonistas da agricultura familiar: produzem, organizam associações e participam da venda coletiva. Em muitas comunidades, são elas que mantêm a economia girando; são elas que mantêm viva a produção que chega à mesa das famílias maranhenses.
Também vemos crescer, a cada ano, a presença feminina em espaços de liderança: na política, na gestão pública, na organização de manifestações culturais e em tantas outras áreas da vida social.
Esse avanço ainda enfrenta desafios, mas é um movimento irreversível e necessário para construirmos um estado cada vez mais justo.
A história do Maranhão é, em grande parte, a história das suas mulheres. Basta olhar para a nossa própria trajetória. Quando Maria Firmina dos Reis publicou Úrsula, no século XIX, abriu caminho em um tempo em que quase não havia espaço para mulheres na literatura brasileira.
Já em nossa geração, outra maranhense pisaria em palcos do Brasil e do mundo levando consigo o sotaque, a cultura e o orgulho desta terra. Alcione transformou talento em reconhecimento, sem nunca deixar de afirmar de onde veio.
Esses exemplos nos ajudam a lembrar que a força das mulheres sempre esteve presente na construção do Maranhão. Mas reconhecer isso também exige ação concreta. E realizamos, entregamos, estivemos presentes, pela grandeza de cada mulher.
Nos últimos anos, temos ampliado as políticas públicas voltadas às mulheres. A rede de enfrentamento à violência foi fortalecida, as Patrulhas Maria da Penha ganharam mais presença e as Carretas da Mulher Maranhense passaram a percorrer diferentes regiões levando atendimento de saúde a quem, muitas vezes, não tinha acesso a esse tipo de serviço.
Também avançamos em iniciativas que ajudam mulheres a conquistar autonomia econômica. Programas de capacitação e incentivo ao trabalho, como o Mais Renda, Minha Renda, a Feira com Elas, a Padaria Artesanal, o Terras para Elas e tantos outros, têm permitido que muitas transformem talento e esforço em renda, garantindo mais independência para si e mais segurança para suas famílias.
Outro passo importante foi criar medidas de proteção para quem enfrenta as consequências mais duras da violência. Hoje, temos Casa da Mulher Maranhense em Imperatriz, Caxias, Itapecuru-mirim, Balsas, Barra do Corda e Presidente Dutra, além de uma Casa da Mulher Brasileira em São Luís. E, em breve, teremos Casas da Mulher Maranhense em 18 regionais.
Outra ação extremamente relevante foi a instituição do auxílio destinado a crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio – uma forma de garantir que tenham apoio para reconstruir seus caminhos.
A ideia, que virou lei por uma indicação da deputada estadual Daniela, nasceu depois de conhecermos a história de Luís Fernando e seus irmãos, da cidade de Pedro do Rosário. Eles perderam a mãe, vítima da violência do companheiro. O relato emocionante viralizou nas redes e originou uma das ações mais fortes de nosso governo, que vem conseguindo reduzir o número de feminicídios no estado. Em 2025, registramos uma redução de 27% no número de casos.
Neste Dia Internacional da Mulher, mais do que prestar homenagem, é preciso reconhecer o papel decisivo de cada uma. E a importância disso vejo em casa, com as mulheres da minha vida: minha mãe, dona Heloísa; minha esposa Larissa; minha filha Lethicia e minhas irmãs Roseane e Heloísa Helena. Presentes e determinantes.
O certo é que, onde quer que estejam, as mulheres transformam realidades e seguem sendo uma das maiores forças de construção do Maranhão. E quem conhece este estado de perto sabe muito bem que o futuro que estamos construindo hoje nasce exatamente dessa força.
Muito mais do que um “parabéns”, fica aqui o nosso “muito obrigado”.
Defesa confirma morte de “Sicário”, operador de Vorcaro e alvo da PF
A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, informou que ele morreu na noite desta sexta-feira (6).
Cúmplice de Daniel Vorcaro e alvo da PF (Polícia Federal), ele estava internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, desde quarta-feira (4), quando atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia da polícia.
“Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 06.03.26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal”, diz nota do advogado Robson Lucas da Silva.
Nas investigações da Polícia Federal, foi constatada a existência de um grupo chamado de “A Turma”, do qual Vorcaro e Luiz Mourão faziam parte.
Segundo a PF, “Sicário” era responsável pela “coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”.
A corporação aponta que o homem realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.
Conforme a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do MPF (Ministério Público Federal), e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol.
Luiz Mourão também teria atuado em ações voltadas para remoção de conteúdos e perfis em plataformas, com o objetivo de obter dados de usuários ou tirar de circulação possíveis críticas ao grupo. Ele ainda teria papel de coordenação e mobilização das equipes responsáveis pelas ações da organização.
A PF diz ainda que Luiz Mourão também atuava para intimidar antigos funcionários do Master e levantar dados sobre essas pessoas.
Em uma das situações, “Sicário” estaria envolvido em uma conversa com Vorcaro na qual o banqueiro pedia para organizar um assalto e “dar um pau” no jornalista Lauro Jardim, de O Globo.
A CNN Brasil confirmou com o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) a denúncia do órgão contra Luiz Mourão, que teria movimentado R$ 28 milhões em contas bancárias de empresas ligadas a ele num esquema de pirâmide financeira. As ações ocorreram entre junho de 2018 e julho de 2021. O objetivo seria atrair investidores.
Ele é réu em uma ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais, que investiga suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a economia popular.
“A triangulação de valores através de pessoas jurídicas constitui movimento típico de lavagem de dinheiro, in casu com a ocultação dos valores provenientes, direta ou indiretamente, dos crimes contra a economia popular perpetrados”, diz a denúncia.
As investigações também apontam que, antes de integrar o suposto esquema de pirâmide, Luiz Mourão atuava como agiota. No fim do ano passado, o setor de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais analisou o celular apreendido do acusado e concluiu que ele exercia papel de destaque na organização.
“A análise do aparelho celular pertencente a Luiz Phillipi Machado Mourão, identificado em conversas, revelou elementos que corroboram a investigação, mesmo diante de tentativas de ocultação de provas por meio da exclusão de conversas. O conteúdo extraído indica que o investigado exercia papel central e de liderança em uma organização criminosa, coordenando a atuação dos demais integrantes e gerenciando atividades ilícitas”, diz um trecho do relatório de inteligência.
Conforme a apuração, o cúmplice de Vorcaro “exercia posição de chefia na organização criminosa, coordenando as ações dos demais membros e administrando as atividades ilícitas do grupo”, termina o relatório.
A defesa de Sicário informou que ele não apresentou ao longo do dia sinais “aparentes de comprometimento de suas condições físicas ou psíquicas”. “A defesa tomou conhecimento, posteriormente, somente após a divulgação de nota oficial atribuída à Polícia Federal, de notícia acerca do incidente, ao qual se atribuiu possível relação com tentativa de autoextermínio”, informou.
MPF recomenda que prefeitura de Alcântara (MA) instale medidores de internet em escolas públicas
“Braide tem vergonha do PT, tem vergonha do Lula”, dispara Weverton
O senador Weverton Rocha teceu críticas ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), durante evento de filiações do seu partido, o PDT, na manhã desta sexta-feira, 6.
Em entrevista à jornalista Carla Lima (veja aqui), o parlamentar afirmou que Braide tem vergonha do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Rocha referiu-se aos recentes movimentos do gestor que visam atrair o petismo para uma possível candidatura sua ao Governo através de uma articulação com políticos de oposição do chamado campo dinista – uma referência ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino – reveja, reveja, reveja e reveja.
Pertencente ao grupo político do governador Carlos Brandão (sem partido), por onde pretende disputar a reeleição, Weverton informou, ainda, que as tratativas nacionais buscando uma reunificação entre dinistas e brandonistas permanecerão até junho.
“O presidente Lula nos disse que vai nos ouvir antes de tomar qualquer decisão no Maranhão, assim como ele vai ouvir seu partido [PT] e todos os aliados. Os dinistas que estão com Camarão. Respeito muito a posição deles, mas o que eu tenho dito é: primeiro que os petistas querem ficar com o grupo liderado pelo governador Brandão. A base do PT no Estado, pelo que a gente já viu a manifestação das suas lideranças. Segundo, eu não acredito numa relação onde você quer estar com quem tem vergonha de você. O Braide tem vergonha do PT, tem vergonha do Lula. Ele jamais vai assumir eles”, disse.
“Nós temos que estar com quem tem condições de estar juntos, de forma verdadeira. Eu não estive com o governador Brandão na eleição passada. Foram eles [dinistas] que estiveram. Essa briga deles não pode afastar o interesse maior. Tenho dito que o governador Brandão foi correto com o presidente Lula; ajudou o Estado do Maranhão; está bem avaliado. Todos estarão juntos para formarmos um palanque forte para o presidente Lula”, completou.
Braide, em 2022, fingiu apoiar a candidatura de Weverton ao Governo.
O pedetista terminou o pleito em terceiro lugar.
Novo relatório do TCU descarta superfaturamento em obra da Litorânea
Um novo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que não foram encontrados indícios de irregularidades ou superfaturamento nas obras de prolongamento da Avenida Litorânea, que vai ligar São Luís ao município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana da capital maranhense.
A obra tem valor total de R$ 237 milhões e é financiada com recursos federais do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
O relatório mais recente foi emitido no dia 4 de março de 2026.
De acordo com o documento, as alterações e trocas de materiais utilizadas no projeto justificam o aumento no valor da obra, afastando suspeitas de sobrepreço apontadas anteriormente.
No primeiro relatório do TCU, divulgado em junho do ano passado, havia sido identificado um possível sobrepreço de cerca de R$ 1,2 milhão na obra de extensão da avenida.
Na época, o empreendimento estava estimado em aproximadamente R$ 235 milhões.
O contrato firmado entre o Governo do Maranhão e a empresa Lucena Infraestrutura Ltda. tinha valor inicial de R$ 235,6 milhões e prazo de execução de 25 meses.
Posteriormente, o governo estadual anunciou a redução do prazo para 12 meses para a conclusão dos serviços.
Embora a obra seja financiada com recursos federais do Novo PAC, cabe ao Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra), conduzir o processo de licitação, contratação da empresa responsável e execução dos serviços.
A Caixa Econômica Federal atua como agente operador dos recursos federais destinados ao projeto.
Dinista cita diálogo com Braide para eleição de Governo
O deputado estadual Carlos Lula (PSB) confirmou nesta última quinta-feira, 5, ao participar de evento comandado pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que ele e outros políticos do campo da esquerda, integrantes do chamado grupo dinista – uma referência ao ex-governador e atual ministro do STF, Flávio Dino – estão em diálogo com o chefe do Palácio de De La Ravardière com vistas à sucessão do governador Carlos Brandão (sem partido) este ano.
“A gente não esconde. Há um diálogo, sim. É um caminho que a gente está percorrendo que nos unifica”, disse, em entrevista à imprensa, criticando o projeto político de Brandão e afirmando que, neste momento, o vice-governador Felipe Camarão (PT) ainda figura como pré-candidato ao Governo do seu grupo.
Apesar de ainda não tratarem publicamente, os dinistas já abdicaram da pré-candidatura de Camarão e investem todas as suas forças e esperanças no cenário no qual Braide decida renunciar ao mandato para concorrer ao Governo.
Eles trabalham para trazer o PT, do presidente Lula, para um possível arco de alianças partidárias do ainda prefeito que, por sua vez, já ofereceu vagas de vice e Senado
Técnica de enfermagem é presa suspeita de envolvimento em assalto a unidade de saúde em Santa Inês
![]() |
| Técnica de enfermagem é presa suspeita de envolvimento em assalto a unidade de saúde em Santa Inês — Foto: Reprodução/PCMA |
PF apreende R$ 203 mil com envolvidos em esquema em Caxias
Pagamento suspeito da Cota Parlamentar para vereadora no interior do MA é investigado pelo Ministério Público
Orleans participa da entrega de obras e anúncio de novos investimentos para a Região Tocantina
O Governo do Estado entregou aos municípios de Imperatriz e Campestre do Maranhão diversas obras e serviços nas áreas da educação, segurança alimentar, inclusão digital e abastecimento de água.
Nesta quarta-feira (04), acompanhando o governador Carlos Brandão, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, participou da agenda de entregas nessas cidades, além da assinatura da Ordem de Serviço para a implantação do Hospital Universitário da Uemasul, autorizando a requalificação de prédio para funcionamento da unidade.
O secretário destacou a relevância da ampliação da Uemasul com a criação do Hospital Universitário da instituição. Com investimento da ordem de R$ 6.941.452,50, a implantação do HU representa um marco estruturante para a consolidação da Uemasul como instituição de ensino superior. A unidade permitirá a ampliação da formação prática dos estudantes e o desenvolvimento de pesquisas aplicadas.Terá ainda papel estratégico no atendimento à rede pública de saúde da Região Tocantina.
Na cerimônia, aconteceu ainda a posse da reitora Luciléa Ferreira e a concessão de Título de Doutor Honoris Causa ao governador Carlos Brandão, além da assinatura do termo de nomeação dos professores da Uemasul e do Acordo de Cooperação Técnica – EGMA/Uemasul.
A agenda governamental na Região Tocantina integra as ações da ‘Semana da Segunda Capital Maranhense’, em cumprimento à Lei nº 11.904/2023 que concede à cidade de Imperatriz o título honorífico, prevendo ainda ações nos demais 16 municípios circunvizinhos.
A cidade de Imperatriz também foi contemplada com duas praças, uma no bairro Planalto e outra no Pedro Neiva de Santana. Os equipamentos públicos foram estruturados com diversos elementos de esporte, lazer e bem-estar, transformandos-os em um espaço aprazível e multifuncional.
Além das praças, o Governo do Estado entregou ainda três veículos, contemplando as secretarias municipais de Assistência Social e Educação e a Câmara de Imperatriz. A iniciativa é desenvolvida no âmbito do Programa Coopera Maranhão e visa melhorar o atendimento à população, além de promover maior eficiência na execução das políticas públicas.
Outra ampla agenda de entregas na Região Tocantina foi realizada no município de Campestre do Maranhão, onde foram inaugurados o Colégio Militar 2 de Julho, um Restaurante Popular, uma Estação Tech e entregues Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água para os povoados Juçaral, Água Boa, Tingui e Malícia.
No ato de entrega, Orleans destacou o grande alcance social das obras executadas em Campestre, citando especialmente o Colégio Militar e o Restaurante Popular.
“Dois dos mais importantes programas do Governo do Maranhão. Eu me orgulho em dizer que o Restaurante Popular é a maior rede de segurança alimentar da América Latina. Em quatro anos, nós dobramos o número de unidades e o programa ‘Maranhão Livre da Fome’ nos ajudou a tirar um milhão de pessoas da linha de pobreza extrema. E isso quem atesta é o IBGE, a Fundação Getúlio Vargas e outros estudos importantes”, afirmou o secretário.
Ele lembrou ainda que o município também já foi contemplado com serviços de pavimentação asfáltica de vias.
Participaram do ato o prefeito de Campestre, Fernando Bermuda, o deputado estadual Ricardo Arruda, o deputado federal Josivaldo JP, os secretários estaduais Paulo Casé Fernandes (Desenvolvimento Social), Sebastião Madeira (Casa Civil); o presidente da Agemsul, Vagtônio Brandão; a vice-prefeita de Campestre, Natália Welida, entre outras autoridades e lideranças locais.


/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/c/c/hrCnrfTCC33VvKiAPMYw/g1mahomem.jpg)

/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/M/R/3Vc1YgQmASzhjVI55cZQ/foto.png)

