sexta-feira, 27 de março de 2026

Jovem é assassinada com vários tiros dentro de casa em Itinga do Maranhão


A jovem Lívia estava em casa quando foi atacada por um faccionado (Foto: Divulgação)


A Polícia Civil investiga o assassinato de uma jovem identificada como Lívia Pereira da Silva, morta a tiros dentro de casa no bairro Planalto, em Itinga do Maranhão, na noite dessa quarta-feira (25).

Segundo informações preliminares, a vítima estava na residência acompanhada de duas amigas quando um homem invadiu o local e efetuou os disparos. Após o crime, o autor dos disparos subiu na garupa de uma motocicleta, que ficou esperando na rua, e fugiu com um comparsa.

A principal linha de investigação aponta para uma possível relação com facções criminosas. Há indícios de que a jovem tenha sido alvo após uma publicação em redes sociais. A motivação, no entanto, ainda está sendo apurada oficialmente.

Na manhã desta quinta-feira (26), um suspeito de envolvimento no crime foi preso. As autoridades seguem realizando diligências para esclarecer completamente o caso e identificar outros possíveis participantes.

A Prefeitura Municipal divulgou nota de pesar, informando que Lívia era filha de uma servidora pública e manifestando solidariedade à família.

No comunicado, a gestão municipal destacou o momento de dor vivido pela comunidade e prestou condolências aos familiares, amigos e pessoas próximas à vítima.

O caso continua sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas à medida que o inquérito avança.

TCE aponta mais de 300 alterações em dados fiscais de Junco do MA e aciona prefeito


Prefeito Zé Ricardo

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) identificou indícios de manipulação em dados fiscais da Prefeitura de Junco do Maranhão durante o exercício de 2025. A apuração consta em representação formal elaborada pela Gerência de Fiscalização (GEFIS I) contra o prefeito José Ricardo de Almeida Ribeiro.

De acordo com o relatório, ao qual o Blog do Minard teve acesso, técnicos do Tribunal detectaram um padrão de intervenções manuais em relatórios oficiais que, em regra, são gerados automaticamente pelo sistema federal Siconfi. Segundo o documento, foram registradas 363 alterações manuais nos rascunhos do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) ao longo de 2025, sempre após a geração automática dos dados pela Matriz de Saldos Contábeis (MSC).

Resumo das alterações por período

A quantidade de intervenções manuais aumentou progressivamente ao longo do ano:

Foto Reprodução

O ponto mais crítico foi identificado no terceiro quadrimestre de 2025. Dados originais indicavam que a despesa com pessoal atingia 55,43% da Receita Corrente Líquida, ultrapassando o limite máximo de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Após as alterações manuais, no entanto, o percentual foi reduzido para 49,99%, enquadrando formalmente o município dentro do limite legal.

Segundo o TCE-MA, essa mudança representou um deslocamento de 5,44 pontos percentuais, alterando de forma significativa o enquadramento fiscal do município. O relatório aponta ainda que as modificações atingiram variáveis essenciais do cálculo fiscal, como a Receita Corrente Líquida Ajustada e a Despesa Total com Pessoal, que são justamente os elementos que compõem a fórmula de verificação do cumprimento dos limites legais.

Os técnicos alertam que a manutenção de dados divergentes em sistemas oficiais pode comprometer decisões administrativas, a emissão de certidões e até o recebimento de transferências voluntárias, uma vez que essas informações servem de base para avaliação da situação fiscal dos entes públicos.

O documento, obtido pelo Blog do Minard, também aponta que, dependendo do aprofundamento das investigações, as condutas podem ultrapassar a esfera administrativa. A inserção ou alteração indevida de dados em sistemas da Administração Pública pode, em tese, se enquadrar no artigo 313-A do Código Penal. Diante disso, o Tribunal solicitou a tramitação prioritária do processo e a comunicação do caso à Secretaria do Tesouro Nacional e ao Ministério Público para as providências cabíveis.

Para os auditores, o caso representa um risco institucional. Isso porque a divergência entre os valores originais e os posteriormente homologados compromete a confiabilidade das informações e pode afetar toda a cadeia de controle fiscal.

Veja o relatório. 

Ex-prefeito de Parnarama é obrigado a devolver R$ 1,3 milhão por omissão na prestação de contas



O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) condenou o ex-prefeito de Parnarama, Raimundo Rodrigues da Silveira, à devolução de recursos no total R$ 1,3 milhão, e ao pagamento de multa correspondente, de acordo com a Lei Orgânica do TCE. O débito decorre do julgamento irregular de Tomada de Contas realizada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura do Maranhão Sinfra.

A Tomada de Contas foi instaurada pela Sinfra no final de 2024 em decorrência da omissão no dever de prestar contas pela prefeitura do município, com relação ao Convênio nº 030/2017 – Sinfra, tendo como objeto a implantação de pavimentação em pedra de vias urbanas no município.

Em seu parecer, o Ministério Público de Contas (MPC) afirma não haver dúvidas sobre a existência de dano causado ao erário, uma vez que os recursos repassados não foram comprovadamente utilizados de acordo com o objeto.

De acordo com o MPC, a omissão no dever da apresentação da prestação de contas, conforme explicitado em Parecer Conclusivo da Secretaria de Estado de Transparência e Controle (STC) e ratificado na manifestação do secretário de Estado de Infraestrutura “constitui fato suficiente para o julgamento irregular das contas. O responsável pelo órgão convenente, na condição de gestor que recebeu os recursos, não tendo comprovado sua regular aplicação, deve ser responsabilizado e obrigado a repor ao erário estadual o numerário apontado e corrigido.”

Diante dos fatos, agravados pela não apresentação de defesa pelo responsável, apesar de regularmente citado, o Pleno decidiu, de forma unânime pelo julgamento irregular das contas com imputação de débito, que neste caso corresponde à totalidade do valor conveniado. Cabe defesa.

OUTROS JULGAMENTOS – Pelo mesmo motivo, omissão no dever de prestar contas, o Pleno também julgou irregular a Tomada de Contas Especial da Secretaria de Estado da Saúde, instaurada em março de 2021, referente às transferências voluntárias fundo a fundo, celebrado entre a Secretaria de Estado da Saúde – SES, e a prefeitura de Bela Vista do Maranhão, tendo como objeto o custeio de ações da atenção e assistência básica à saúde municipal.

Também em sintonia com o parecer do Ministério Público de Contas, o TCE condenou o responsável, Raimundo Santos Gomes, a devolver um total de R$ 300 mil ao erário, e ao pagamento de multa de R$ 30 mil, correspondente a 10% do valor do débito, de acordo com a Lei Orgânica da corte de contas maranhense. Cabe recurso da decisão.

Situação semelhante se repete com o prefeito de Humberto de Campos, Luís Fernando Silva dos Santos, a quem coube um débito de R$ 257,3 mil e multa de 10%, decorrente do julgamento irregular da Toma da Contas Especial instaurada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) relativa à execução do Convênio nº 054/2018 celebrado com a Sinfra, tendo como objeto a revitalização de ponte de madeira. O gestor pode recorrer.


Natassia Weba recebe apoio de primeiro suplente de vereador em São Luís



A pré-candidata a deputada estadual Natassia Weba amplia sua base também na capital maranhense. No último fim de semana, Melk, primeiro suplente de vereador pelo Podemos em São Luís com expressivos 3.152 votos, declarou apoio à candidatura de Natassia à Assembleia Legislativa do Maranhão.

O apoio a Natassia Weba vai além do interior do estado, conquistando espaço e representatividade também em São Luís. Com uma votação expressiva na capital, Melk traz consigo uma base sólida que fortalece ainda mais a pré-candidatura.

Com apoiadores do interior à capital, Natassia Weba segue fortalecendo a sua pré-candidatura rumo a Assembleia Legislativa do Maranhão.
quinta-feira, 26 de março de 2026

Detinha assume comando do PL no Maranhão

A deputada federal Detinha assumiu o comando do diretório estadual do PL.

Ela é esposa do ainda deputado federal Josimar de Maranhãozinho, condenado à prisão recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) .

“Recebi a deputada federal Detinha (@detinhapl) que irá assumir a presidência do PL Maranhão. Com uma trajetória marcada pelo compromisso com a população, ela chega com a missão de conduzir o PL em uma fase de ainda mais crescimento e fortalecimento das nossas bases. Seguimos avançando, com união e propósito, construindo um Maranhão mais forte”, pontuou Valdemar Costa Neto, presidente nacional da legenda, ao tratar do assunto nas redes sociais.

Josimar, esta semana, lançou sua sobrinha, a deputada estadual Fabiana Vilar, para sucedê-lo na disputa pela Câmara Federal .

Justiça libera 739 presos no feriado da Páscoa

A 1ª Vara de Execuções Penais divulgou a lista de pessoas presas que têm direito à saída temporária de Páscoa de 2026 para visita à família, por sete dias, conforme garante a Lei de Execução Penal (nº 7.210/84).

As 739 pessoas (715 homens e 24 mulheres) com nome nessa lista deverão sair da prisão a partir das 9h do dia 1º de abril (quarta-feira) e retornar até às 18h do dia 7 de abril (terça-feira).

O juiz Francisco Ferreira Lima, titular da 1ª VEP, determinou que os diretores e diretoras de estabelecimentos prisionais da Comarca da Ilha de São Luís comuniquem sobre o retorno ou não retorno das pessoas apenadas até às 12h00 do dia 10 de abril.

A saída temporária é um direito, previsto nos artigos 122 e 123 da Lei de Execução Penal, da pessoa presa em regime semiaberto, com bom comportamento e que já cumpriu um sexto da pena.

A concessão do benefício depende de autorização motivada do juiz, após ouvir o Ministério Público e a administração penitenciária. Caso a pessoa liberada pratique crime doloso ou falta grave, o benefício pode ser revogado.

A Lei 14.843/2024 proibiu o direito ao benefício para quem cometeu crimes hediondos ou com violência ou grave ameaça, como homicídio, feminicídio, estupro, latrocínio, roubo e sequestro.

MP aciona prefeito de Buriticupu; primeira-dama; e mais seis por improbidade administrativa

O Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, ingressou, no último dia 20, com uma Ação Civil Pública por atos de improbidade administrativa contra oito pessoas e duas empresas. Entre os acionados estão o prefeito João Carlos Teixeira da Silva e a primeira dama e deputada estadual, Edna Santos Silva.

De acordo com a Ação, o gestor e a primeira dama compõem o núcleo político, liderando o esquema. Já o núcleo administrativo teria como facilitadores e beneficiários Afonso Barros Batista (chefe de gabinete na época dos fatos), Vandecleber Freitas Silva (secretário municipal de Administração), Chrystiane Piancó Lima (secretária municipal de Saúde), Áurea Cristina Costa Flor (secretária municipal de Assistência Social), Eurandino Valero Martins (secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo na época) e Antonio Leandro Lima do Nascimento (ex-secretário municipal de Meio Ambiente e atual vereador)

As investigações apontaram, também, a existência de um núcleo empresarial, formado por Antonio Pereira da Silva e Izaque Gomes Araújo, além de suas empresas A. Pereira da Silva Ltda. e Natuba Empreendimentos e Consultoria, respectivamente.

Por fim, também foram acionados Joseli de Souza Pereira e Sergio Soares de Amorim, que atuavam como operadores financeiros do esquema, no que foi chamado de “núcleo operacional”.

O desvio de recursos públicos foi descoberto durante as investigações sobre possíveis irregularidades no pregão eletrônico n° 006/2003, cujo objeto era a aquisição de gêneros alimentícios para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e que teve como “vencedora” a empresa A. Pereira da Silva Ltda.

A Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça identificou uma série de irregularidades no processo licitatório, como a criação de uma fase de pré-habilitação, pesquisa de preços deficiente, problemas no termo de referência, falta de divulgação do edital no site oficial e não observância dos prazos legais.

A empresa, que assinou dois contratos com a Prefeitura de Buriticupu, totalizando R$ 2.384.613,98, não tinha nenhum trabalhador registrado ou veículo que pudesse fazer a distribuição dos alimentos. Além disso, a A. Pereira da Silva Ltda. estava localizada originalmente na cidade de Pedreiras, tendo se mudado para Buriticupu após a eleição do atual prefeito.

Além disso, foram identificados itens com superfaturamento de até 70%, como o arroz branco tipo 1.

“A fraude se consolidou pela montagem de um processo licitatório cheio de vícios e sem publicidade, desenhado para a que a empresa do ‘padrinho’ do prefeito ganhasse contratos milionários, vendendo itens básicos da merenda escolar (como arroz e leite) com até 70% de superfaturamento, gerando o ‘caixa’ excedente que posteriormente retornava como propina aos gestores”, explicou, na Ação, o promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo.

Ao todo, a empresa recebeu do Município de Buriticupu R$ 3.388.561,22, sendo R$ 2.634,863,22 das contas da Prefeitura e R$ 753.698,00 do Fundo Municipal de Saúde.

Parte dos recursos públicos recebidos pela empresa eram transferidos para várias contas, incluindo entre os destinatários o prefeito, a primeira-dama e secretários municipais. De acordo com o Ministério Público do Maranhão, a prática tinha o objetivo de dificultar o rastreio dos recursos e garantir a “lavagem” de capitais.

O prefeito Carlos Teixeira da Silva, por exemplo, movimentou, no período investigado, quase R$ 6 milhões. Já Edna Silva, além de movimentar recursos em suas contas bancárias, tinha um carro em seu nome que era utilizado por Antonio Pereira da Silva e sua esposa, Chrystiane Piancó Lima. De acordo com o prefeito, o veículo havia sido vendido, embora ele “não lembrasse” o valor do negócio e nem detalhes do pagamento, se comprometendo a encaminhar os comprovantes posteriormente, o que não aconteceu.

As investigações apontaram que os repasses ilícitos eram realizados para vários secretários municipais, não apenas os contratantes dos serviços. Essa prática serviria para garantir a “governabilidade, o silêncio e a fidelidade ao esquema criminoso”.

A A. Pereira da Silva Ltda. era a principal empresa utilizada no esquema, mas não a única. A Natuba Empreendimentos e Consultoria também foi identificada como um instrumento de circulação financeira, atípica. A empresa tinha vários contratos com a Prefeitura de Buriticupu e, ao receber, repassava parte dos valores para a empresa de Antônio Pereira da Silva, que oo distribuía. Geralmente, as transferências eram feitas no mesmo dia do recebimento ou logo a seguir.

Vale ressaltar que em redes sociais, a deputada Edna Silva se refere a Antônio Pereira da Silva como seu “padrinho”, demonstrando convívio íntimo na esfera familiar. Em depoimento, a proximidade também foi confirmada pelo prefeito de Buriticupu.

O núcleo operacional do esquema era formado por Joseli de Souza Pereira e Sérgio Soares de Amorim, como operador secundário. Exercendo o cargo de assessor técnico na Prefeitura de Buriticupu, Joseli Pereira movimentou, apenas no primeiro semestre de 2025, cerca de R$ 2 milhões. Somente em saques, ele retirou R$ 785.046,41 em espécie.

As investigações apontaram que o servidor público recebia transferências de, pelo menos, 15 empresas que possuíam contratos com o Município de Buriticupu.

Já Sérgio Amorim, com vencimento mensal de aproximadamente R$ 1.500,00, movimentou, em apenas uma conta, créditos superiores a R$ 13 milhões e débitos de mais de R$ 6 milhões, de acordo com o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) do MPMA.

O Ministério Público do Maranhão pediu, na Ação, a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa. Entre as penalidades previstas estão a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (com valores individualizados), o ressarcimento integral e solidário do dano causado ao erário e a perda da função pública que estiver exercendo.

Também está prevista a suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, o pagamento de multa e a proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público também pelo prazo de até 14 anos.

Estadão destaca decisão de Moraes sobre afastamento [ou não] de Brandão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve tomar uma decisão nos próximos dias em um processo que pode afastar o governador do Maranhão, Carlos Brandão (Sem Partido). Ele é acusado, por aliados do ministro Flávio Dino, de descumprir decisões de Moraes em casos de nepotismo no Estado.

A defesa do governador, antigo aliado mas atual desafeto do grupo político “dinista”, negou irregularidades nesta quarta-feira, 25, e pediu que Moraes rejeite as acusações do PCdoB, partido ao qual Dino era filiado quando governou o Maranhão.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também analisa o caso.

Brandão e o grupo ligado a Dino travam uma batalha política e jurídica no Estado, às vésperas do prazo final para desincompatibilização de autoridades que vão concorrer nas eleições deste ano. Segundo interlocutores, Brandão até desistiu de concorrer ao Senado para não passar o cargo ao seu vice, Felipe Camarão (PT).

Camarão, que é pré-candidato ao governo, é rompido com o governador e aliado de Dino, de quem já foi secretário estadual. E ele também é alvo de um pedido de afastamento do cargo.

Na última semana, o Ministério Público maranhense pediu que Camarão seja afastado por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. Camarão diz ser vítima de “perseguição política” do governador.

O caso de Camarão está em análise no Estado. Já o de Brandão está no Supremo Tribunal Federal.

Governador diz que tentativa de afastá-lo é política – Em documento enviado ao STF nesta quarta-feira, 25, a defesa de Brandão negou ter descumprido qualquer decisão de Moraes. “O governador acatou e cumpriu de forma integral e irrestrita todas as determinações”, afirmaram os advogados.

A defesa também disse que “a tentativa de afastar, por decisão judicial, o governador em meio a tal conjuntura política caracteriza evidente desvio de finalidade. Busca-se utilizar o processo como atalho para atingir objetivos de natureza político-eleitoral”.

O grupo político de Flávio Dino afirmou ao STF que o governador descumpriu ordens de Moraes para afastar três auxiliares por nepotismo, e que eles seguem usando verba do Estado e representando Brandão na prática. São eles:

Marcos Brandão, irmão do governador, foi secretário de Assuntos Legislativos;
Ítalo Reis, casado com a sobrinha do governador, foi subsecretário de Infraestrutura;
Gilberto Lins, casado com outra sobrinha do governador, foi presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária.

O processo sobre nepotismo começou a ser movido em 2024 pelo Solidariedade, que alegou no Supremo que o Estado violava a Constituição e precedentes do Supremo.

Os quadros do partido tinham forte ligação com Flávio Dino. Um dos integrantes era o deputado estadual Othelino Neto, marido de Ana Paula Lobato (PDT-MA), suplente de Dino no Senado que assumiu o mandato quando Dino tornou-se ministro do STF.

A irmã de Othelino presidia o partido no Estado.

Moraes constatou casos de nepotismo e nepotismo cruzado e determinou a demissão de parentes do governador. No ano passado, o ministro também determinou a demissão do então procurador-geral estadual, Valdênio Caminha. Moraes afirmou que o procurador-geral descumpriu ordem do STF para suspender imediatamente os pagamentos aos familiares do governador em cargos de confiança.

Como mostrou a Coluna do Estadão, o procurador-geral estadual havia apontado “possível atuação criminosa” de assessores de Dino. Segundo Caminha, auxiliares de Dino usaram computadores do tribunal para fazer 130 acessos indevidos ao sistema interno da Procuradoria estadual, de onde estão licenciados. O objetivo seria repassar documentos ao escritório de advocacia que representa o Solidariedade na Corte, em prol do grupo dinista.

Os assessores Túlio Simões e Lucas Souza negam irregularidades, destacam que são concursados e que os acessos são legítimos e que os documentos são públicos. Souza entrou na Justiça contra o procurador-geral e cobrou provas das acusações.

No início deste mês, Moraes já havia decidido em prol de Dino em outro episódio. Ele ordenou busca e apreensão contra um blogueiro que publicou informações sobre o carro funcional usado pelo ministro no Maranhão.

A decisão foi dada no âmbito do inquérito das fake news, que está aberto indefinidamente há sete anos e concentra poderes no gabinete de Moraes.

Ao determinar a busca, o ministro afirmou que o blogueiro “se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos”, o que teria permitido “exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”.

Moraes citou trecho da representação da PF que lembrou que em 2017 Luís Pablo já foi alvo de investigações nas quais apareceu como “suspeito de praticar extorsão para não divulgar informações sobre operações policiais”. A Procuradoria-Geral da República concordou com o pedido de busca e apreensão.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a decisão de Moraes, por avaliar que ela coloca toda a categoria em risco.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) destacaram que a atividade jornalística tem proteção constitucional do sigilo da fonte. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Maranhão citou “preocupação institucional”.

Estadão

Marcio Viana articula em Brasília investimentos para o esporte e a educação de Godofredo Viana



Cumprindo agenda em Brasília, o prefeito Marcio Viana participou de reuniões produtivas em ministérios estratégicos, com foco na captação de investimentos e no fortalecimento de políticas públicas para o município.

“A agenda em Brasília reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento de Godofredo Viana, buscando parcerias e investimentos que gerem resultados concretos na vida da população”, destacou o prefeito.

Na área da educação, a secretária Elemquelma Vilar esteve em agenda no Ministério da Educação, onde discutiu a ampliação da oferta de Educação Integral no município. A proposta visa garantir mais tempo de aprendizagem, ampliar oportunidades e promover uma formação mais completa para os alunos da rede municipal.

Durante a agenda, o prefeito Marcio Viana e a secretária Elemquelma Vilar também visitaram a equipe da Bobby Educação, fortalecendo o diálogo sobre estratégias que já vêm contribuindo para a melhoria dos indicadores educacionais e alinhando novos projetos para os próximos anos.


Mais investimentos para o esporte

No Ministério do Esporte, a pauta principal foi a busca por novos investimentos que ampliem o acesso ao esporte em Godofredo Viana, com melhorias na infraestrutura e incentivo a projetos que atendam crianças e jovens. A iniciativa reforça o compromisso da gestão em utilizar o esporte como ferramenta de inclusão e geração de oportunidades.

Jovem de 19 anos é assassinado na frente da esposa e filho em São José de Ribamar


“Kauanzinho” foi executado a tiros na frente da sua mulher e do filho (Foto: Divulgação)

Um jovem foi executado a tiros na frente da esposa e do filho, no bairro Jota Câmara 1, em São José de Ribamar. A vítima foi identificada como Kauê Garcez de Oliveira, conhecido como “Kauanzinho”, de 19 anos.

De acordo com os primeiros levantamentos, ele estava na rua, na companhia da esposa e do filho, quando um trio em um automóvel branco se aproximou.

Os suspeitos teriam ordenado que a mulher e a criança se afastassem antes de efetuarem os disparos. Segundo a polícia, ao menos sete tiros foram disparados contra a vítima, que morreu ainda no local.

Durante diligências, policiais militares localizaram o veículo utilizado no crime, que havia sido roubado antes do ataque. Um dos possíveis suspeitos foi capturado, mas nega envolvimento no homicídio.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, por meio da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).

Construtora Castelucci admite fraude, faz acordo para devolver dinheiro e deixa prefeito Pedro Lemos em situação complicada

Via Domingos Costa
Prefeitura de Presidente Juscelino e a empresa Construtora Castelucci Eireli. MP abre procedimento para acordo em ação por improbidade envolvendo contrato em Presidente Juscelino

Prefeito Pedro Lemos não fez acordo com o MP-MA, apenas a Construtora Castelucc.

No dia 24 de março de 2026, foi disponibilizada no Diário Oficial do Ministério Público do Estado do Maranhão, com publicação efetivada em 25 de março de 2026, a portaria que trata da instauração de procedimento administrativo para acompanhar a negociação de um Acordo de Não Persecução Civil (ANPC) no município de Presidente Juscelino.

De acordo com o Ministério Público, a empresa investigada manifestou formalmente interesse em celebrar o acordo, instrumento previsto na legislação que permite a resolução do caso sem necessidade de continuidade do processo judicial, desde que sejam cumpridas como o ressarcimento integral dos danos e a aplicação de sanções cabíveis.

A medida foi assinada pela promotora de justiça Erica Ellen Beckman da Silva e está vinculada à Ação Civil Pública nº 0801290-49.2025.8.10.0143, que apura supostos atos de improbidade administrativa relacionados à execução do Contrato nº 1400010101/2022, firmado entre a Prefeitura de Presidente Juscelino e a empresa Construtora Castelucci Eireli.

A promotoria destacou ainda a necessidade de garantir tratamento isonômico entre os investigados, determinando a notificação de outros réus da ação, Pedro Paulo Cantanheide Lemos, Daniel Ninas Nunes, Felipe Fernando Vieira Rabelo e Francisco Arrais de Moraes Neto, para que, no prazo de 10 dias, informem se têm interesse em participar das negociações.

Também foi expedido ofício ao Município de Presidente Juscelino para que se manifeste, no prazo de 15 dias, sobre a proposta apresentada e sobre a possibilidade de recebimento de eventual multa civil por meio de bens ou serviços destinados à população, conforme prevê a Lei de Improbidade Administrativa.

O procedimento administrativo prevê ainda a realização de reuniões e audiências extrajudiciais para discutir os termos do possível acordo. Caso não haja consenso entre as partes envolvidas, a ação civil pública seguirá seu curso normal na Justiça.

O Ministério Público segue acompanhando o caso, com o objetivo de assegurar a responsabilização dos envolvidos e a proteção do patrimônio público.

Camarão acusa uso político do MP; Governo do MA diz que repudia qualquer tentativa de politização do caso




O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), afirmou ser alvo de uma “campanha jurídico-midiática” e acusou o governador Carlos Brandão (sem partido) de usar a estrutura do Estado e o comando do Ministério Público para persegui-lo politicamente. A declaração ocorre após o procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, pedir seu afastamento do cargo sob suspeita de envolvimento em um esquema de movimentações financeiras atípicas. Em nota, Camarão diz que há “monitoramento ilegal” de sua vida pessoal e de sua família, além de acusações que classifica como “infundadas” e baseadas em “ilações”. Segundo ele, o procedimento teria sido impulsionado por interesses eleitorais de Brandão, com quem rompeu politicamente no fim de 2025.

“O governador manipula as instituições do Estado do Maranhão para atingir seus adversários”, afirmou o vice, acrescentando que o pedido de afastamento tem “timing perfeito” para favorecer uma eventual candidatura de Brandão ao Senado, ao lado do sobrinho, Orleans Brandão (MDB).

Procurado, o governo do Maranhão afirmou que a “medida é conduzida exclusivamente pelo Ministério Público do Estado do Maranhão, órgão dotado de independência funcional e autonomia em relação ao Poder Executivo Estadual”, e afirmou que “com preocupação”, o governo tomou conhecimento do pedido de afastamento de Camarão através da mídia.

“As ações e os pedidos de afastamento conduzidos pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA) ocorrem no estrito âmbito das atribuições constitucionais daquele órgão, que goza de plena independência funcional e autonomia em relação ao Poder Executivo Estadual. Conforme é de conhecimento público, as investigações em curso baseiam-se em documentos obtidos por órgãos independentes ao Poder Executivo. O governador do estado não possui qualquer ingerência, domínio ou participação nas investigações conduzidas pelo Ministério Público ou pelos referidos órgãos de controle. Sendo assim, o Governo do Estado repudia de forma veemente qualquer tentativa de politização do caso ou ilações infundadas”, comunicou o governo do estado, em nota.

A manifestação de Camarão é uma resposta direta à ofensiva do Ministério Público estadual. Como mostrou reportagem do GLOBO, o procurador-geral apontou indícios de que o vice-governador teria se beneficiado de uma suposta “rede de laranjas” para movimentar ao menos R$ 6,3 milhões, além da aquisição de imóveis de alto padrão em São Luís. O pedido de afastamento foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

Camarão nega irregularidades e afirma que os valores mencionados são legais e devidamente declarados, inclusive no Imposto de Renda. Ele também questiona a origem das informações e sustenta que o processo se baseia em “prova ilegal”, sem aprofundamento investigativo.

O vice-governador afirma ainda que não foi formalmente notificado ou ouvido no âmbito do procedimento. “Em nenhum momento fui citado, intimado ou tive direito a me manifestar”, disse, acrescentando que confia na reversão do caso no Judiciário.

Outro ponto levantado por Camarão é o vazamento de informações sigilosas da investigação. Segundo ele, houve divulgação ilegal do conteúdo do processo, o que motivou medidas judiciais. O vice informou que acionou o Tribunal de Justiça do Maranhão para apurar responsabilidades pelo vazamento e que pretende levar o caso ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A crise se insere em um cenário de disputa política no estado. De um lado, o grupo ligado a Carlos Brandão; de outro, aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, de quem Camarão é próximo. As duas alas disputam o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a eleição estadual de 2026.

O racha se intensificou após Brandão lançar a pré-candidatura do sobrinho ao governo, movimento visto por aliados de Camarão como quebra de acordos políticos firmados anteriormente. O vice, que também é pré-candidato ao Palácio dos Leões, tem elevado o tom das críticas e fala em uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral.

Procurado, o Ministério Público estadual não respondeu até a publicação desta reportagem.

Disputa política

O pedido de afastamento vem em meio aos atritos políticos entre a ala vinculada ao governador e ao ministro do STF Flávio Dino, ex-chefe do Executivo maranhense. Ligado ao magistrado, Camarão atuou no secretariado nos dois mandatos em que Dino comandou o governo.

Os dois grupos disputam o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida ao Executivo estadual. Este mês, Carlos Brandão se antecipou à definição da chancela petista e lançou a pré-candidatura ao governo do sobrinho Orleans Brandão (MDB), de quem deseja alavancar a imagem como seu sucessor. Foi um novo ponto de tensão com aliados de Dino, cujos apoiadores buscam consolidar a candidatura de Felipe Camarão.

Pelas redes sociais, este mês, Camarão publicou imagens de Brandão num ato político do passado para rebater as alegações do governador de que nunca houve acordo pela sua candidatura. O vice afirmou que o chefe do Executivo maranhense desrespeitou um acordo com o PT Nacional.

“Só vencemos por causa de Lula/PT (garantido por eu ser o vice) e pela força/popularidade de Flávio Dino. Ocorre que será DESCUMPRIDO por razões familiares, por causa do programa segundo emprego para o sobrinho e pela traição ao povo do Maranhão. Da minha parte, só posso pedir desculpas por ter ajudado a eleger a neo oligarquia e dizer ao povo: SERÃO DERROTADOS EM OUTUBRO!”, escreveu Camarão, em postagem no Instagram.

A ruptura ganhou força após o vazamento de gravações de conversas nas quais aliados de Dino cobravam do grupo de Brandão o cumprimento de acordos firmados durante a eleição de 2024.

Como mostrou O GLOBO, o diretório estadual do PT afirma que uma decisão sobre o nome da sigla na corrida pelo Palácio dos Leões será de Lula, mas admite que o cenário preferencial seria uma candidatura de terceira via, que unisse as alas rompidas.

A coluna de Lauro Jardim reportou, ainda, que PT e o PSD discutem uma aliança no Maranhão que pode fortalece a candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao governo do estado.

As conversas envolvem dirigentes nacionais do partido e podem ter uma definição até o final do mês, segundo interlocutores das legendas. A nominata que vem sendo desenhada envolve Eliziane Gama (PSD) e Felipe Camarão numa possível chapa ao Senado.
quarta-feira, 25 de março de 2026

MPE dá parecer favorável à cassação do prefeito de Caxias e à inelegibilidade de Fábio Gentil


O Ministério Público Eleitoral se manifestou pela manutenção da cassação do prefeito de Caxias, Gentil Neto, e do vice Eugênio de Sá Coutinho Filho, além da inelegibilidade do ex-prefeito Fábio Gentil por oito anos, com base em um conjunto de provas que aponta abuso da máquina pública e compra de votos nas eleições de 2024.

O parecer confirma a decisão da Justiça Eleitoral que reconheceu o uso da estrutura da Prefeitura para influenciar o resultado do pleito. A investigação identificou contratações temporárias em período eleitoral, com admissões concentradas nos meses próximos à eleição. Dados bancários mostram que, entre julho e outubro de 2024, foram realizadas 227 contratações, principalmente nas áreas de saúde e educação, sem comprovação de necessidade urgente, o que reforçou a suspeita de uso político dos cargos.

Depoimentos de servidores indicam que havia pressão dentro da administração municipal. Relatos apontam reuniões com recolhimento de celulares e exigência de apoio político ao grupo no poder. Funcionários que demonstravam posicionamento contrário teriam sofrido retaliações, incluindo afastamentos e perda de funções, configurando um ambiente de coação durante o período eleitoral.

O parecer também sustenta a existência de um esquema estruturado de compra de votos. Quebras de sigilo bancário e telemático revelaram movimentações financeiras por meio de transferências via PIX e uso de contas digitais para distribuição de dinheiro a eleitores. Em um dos casos, foi identificado o repasse de R$ 1.800 dividido em duas transferências — uma na véspera e outra no dia da eleição — destinado à compra de votos de um grupo familiar.

As investigações mostram que intermediárias atuavam diretamente na captação de eleitores, organizando listas com nomes e locais de votação, além de oferecer dinheiro, cestas básicas e outros benefícios em troca de apoio político. Registros de localização e comunicações telefônicas indicaram que essas ações ocorreram de forma coordenada e com forte ligação com o grupo político beneficiado.

Para o Ministério Público, o conjunto de provas — incluindo dados bancários, registros telefônicos e depoimentos — demonstra que houve interferência direta no processo eleitoral, comprometendo a liberdade do voto e o equilíbrio da disputa.

Apesar de defender a manutenção da cassação de toda a chapa, o parecer aponta que não há provas suficientes de participação direta do vice-prefeito Eugênio Coutinho no esquema. Por isso, o órgão se posicionou pela retirada da inelegibilidade dele, mantendo apenas a cassação do mandato. Já em relação a José Gentil Rosa Neto e Fábio Gentil, o entendimento é de que ambos tiveram participação ou anuência nas irregularidades, o que justifica a manutenção da inelegibilidade por oito anos.

Com o parecer, o caso segue para julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, que decidirá se mantém a cassação dos mandatos e a realização de novas eleições no município. 

Da Folha do MA

PF combate crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25/3), a Operação Conteúdo Proibido 19, em ação conjunta com o Ministério Público Federal, com a Defensoria Pública Estadual e com o Conselho Tutelar.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Caxias/MA. Durante a ação, equipamentos de informática e mídias de armazenamento foram apreendidos e serão submetidos à perícia criminal, com a finalidade de extrair e de analisar dados que possam contribuir para a identificação de vítimas e de responsáveis pelos crimes.

A operação tem como objetivo colher elementos de autoria e de materialidade em diligência que apura a prática de crimes de abuso sexual e de exploração sexual de crianças e de adolescentes por meio da internet.

Caso confirmadas as hipóteses investigadas, os envolvidos poderão responder pelos crimes de produção, de armazenamento e de compartilhamento de material contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e por adolescentes, como forma de reduzir riscos e de proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.

Deputados defendem CPI para apurar denúncias e pedido de afastamento do vice-governador



Os deputados Dr. Yglésio (PRTB), Mical Damasceno (PSD) e Ricardo Arruda (MDB) defenderam a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para aprofundar investigação sobre denúncias feitas pelo Ministério Público Estadual que resultaram em pedido de afastamento cautelar do vice-governador Felipe Camarão (PT) e que já tramita no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). A Mesa Diretora da Alema aguarda a indicação pelos líderes de blocos dos nomes dos 7 membros para a devida instalação da comissão.

“Esta CPI vai acontecer e a verdade vai aparecer, e a lamúria de vocês, que é assentada pelos princípios do interesse próprio e da sobrevivência política, essas vontades vão perecer”, afirmou Dr. Yglésio, autor do Requerimento nº 089/2026, que solicita a CPI e foi lido na sessão desta quarta-feira (25).

Yglésio também ressaltou que os comunistas oposicionistas são contra a apuração da Alema por acharem que eles e seus aliados são “investigáveis” e “acima do bem e do mal”. Também assinalou que são contraditórios por apoiar desmandos de poderes supremos em Brasília.

No Requerimento, o deputado destaca que, de acordo com fatos que constam do Procedimento Investigatório Criminal nº 025065-750/2025, instaurado pelo MPMA e atualmente em tramitação no TJ/MA, haveria indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas, com supostos repasses de valores a terceiros e a pessoas vinculadas ao atual vice-governador, com possível utilização de servidores públicos, bem como da estrutura administrativa da Vice-Governadoria, da Secretaria de Estado da Educação, órgão anteriormente dirigido por Felipe Camarão.

Também na sessão, a deputada Mical Damasceno parabenizou os deputados que assinaram o pedido para a instalação da CPI, fez referência a caso de misoginia praticado contra ela pelo vice-governador e ressaltou o papel do Parlamento.

“Não é ato de perseguição, é instrumento legítimo do Poder Legislativo previsto para momentos como esse, quando existem fatos graves que precisam ser esclarecidos”, observou.

O deputado Ricardo Arruda ressaltou a constante instabilidade criada pelos comunistas em relação ao governo, com ameaças de cassação, inclusive com datas para o afastamento do governador, e saiu em defesa da investigação dos fatos apontados pelo MPMA.

“Esta Casa vai fazer uma apuração isenta e com serenidade, prestando contas ao povo”, disse.

Deputado Wellington assume Comissão de Turismo e Cultura e reforça valorização da cultura e geração de emprego e renda



Nesta terça-feira (24), o deputado estadual Wellington do Curso assumiu oficialmente a presidência da Comissão de Turismo e Cultura da Assembleia Legislativa do Maranhão. Ao destacar a nova missão, o parlamentar afirmou que pretende fortalecer políticas públicas voltadas à valorização da cultura maranhense e ao desenvolvimento do turismo como ferramenta de geração de emprego e renda em todo o estado.

O deputado ressaltou que a comissão terá papel estratégico na defesa de ações que ampliem investimentos no setor cultural e turístico, valorizando as manifestações populares e o potencial natural, histórico e cultural do Maranhão.

“Nosso Maranhão é um estado extremamente rico em cultura, história e belezas naturais. Assumir a presidência da Comissão de Turismo e Cultura é uma grande responsabilidade e também uma oportunidade de trabalhar ainda mais para valorizar nossas tradições e impulsionar o turismo como instrumento de desenvolvimento. Vamos defender ações efetivas que fortaleçam o turismo no litoral ocidental e oriental, em regiões como Barreirinhas, na região do Munim e em tantos outros destinos que fazem do nosso estado um dos mais belos do Brasil. Nosso objetivo é apoiar artistas, valorizar nossas manifestações culturais e garantir que o turismo seja uma verdadeira fonte de geração de emprego, renda e oportunidades para o povo maranhense”, destacou Wellington.

Entenda as atribuições da Comissão:

De acordo com o artigo 30 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Maranhão, compete à Comissão de Turismo e Cultura analisar matérias relacionadas ao desenvolvimento cultural, patrimonial, histórico e artístico; garantir o exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura maranhense; estimular o desenvolvimento cultural e turístico e a valorização das manifestações culturais do estado; além de atuar na proteção do patrimônio cultural material e imaterial que representa a identidade e a memória do povo maranhense. A comissão também acompanha a política e o sistema estadual de desenvolvimento do turismo, incluindo a organização regional e a exploração das atividades e serviços turísticos. 

Reconhecido por estar próximo do povo, o deputado Wellington tem histórico de participação em manifestações culturais e de apoio a artistas locais.

Ex-colaboradora do Detran-MA é condenada por racismo após publicações nas redes

 

Maria Gabriele Mesquita da Silva foi condenada por racismo (Foto: Reprodução)

A Justiça do Maranhão condenou Maria Gabriele Mesquita da Silva, ex-colaboradora terceirizada do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) pelo crime de racismo, após a divulgação de conteúdos discriminatórios nas redes sociais. A decisão, assinada pelo juiz Diego Duarte de Lemos, da comarca de São Luís Gonzaga do Maranhão, fixou pena de 4 anos e 2 meses de prisão em regime fechado.

A condenação atende a uma ação do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que apontou a publicação de mensagens com teor racista em outubro de 2025. O conteúdo, inicialmente em formato de texto, evoluiu para vídeos com declarações que associavam características negativas à população negra.

Na análise do caso, a Justiça considerou que as falas ultrapassaram qualquer contexto individual e atingiram um grupo social, caracterizando o crime previsto na Lei nº 7.716/89. O magistrado destacou que não é necessário que a ofensa seja direcionada a uma pessoa específica para configurar racismo.

Durante o processo, testemunhas relataram que as publicações tiveram ampla repercussão no município onde a acusada reside, sendo compartilhadas em redes e aplicativos de mensagens, o que ampliou o alcance das declarações.

“homem feio é bicho que não presta para nada, ainda mais preto”; “preto é bicho amostrado”; “eu não namoro com preto nem para ganhar dinheiro”; “vocês podem até me ver com homem feio, mas com preto nunca”, publicou a mulher nas redes.

A defesa alegou que as falas foram feitas em um momento de frustração pessoal e não tinham a intenção de ofender. A tese, no entanto, foi rejeitada pelo juiz, que apontou a existência de provas suficientes, como vídeos, capturas de tela e depoimentos, comprovando a materialidade e autoria do crime.

A pena foi agravada pelo uso de redes sociais como meio de propagação das ofensas e pelo entendimento de que as declarações ocorreram em tom de descontração, caracterizando o chamado racismo recreativo. Além da reclusão, a sentença determina o pagamento de R$ 15 mil por danos morais coletivos, valor destinado ao Fundo Estadual de Igualdade Racial.

A condenada poderá recorrer em liberdade. Após o trânsito em julgado, também está prevista a suspensão dos direitos políticos durante o cumprimento da pena.

À época dos fatos, o Detran-MA informou o desligamento imediato da colaboradora e divulgou nota de repúdio, reafirmando que não compactua com atitudes discriminatórias.

Justiça condena municípios por mineração irregular no Maranhão

A Justiça Federal atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e condenou os municípios de Monção e Cajari, no Maranhão, por danos ambientais causados pela exploração mineral irregular em área de assentamento no estado.

A atuação teve como base o laudo pericial da Polícia Federal que constatou a degradação ambiental decorrente da retirada de argila e de piçarra utilizada na recuperação de estradas vicinais. A perícia identificou a supressão total da vegetação e a remoção da camada fértil do solo, o que expôs o substrato rochoso e impediu a regeneração natural da área.

A análise de imagens de satélite mostrou que a degradação se intensificou ao longo do tempo, com marcos de expansão a partir de 2013 e novas intervenções registradas em 2019 e 2020, coincidindo com períodos de denúncias e fiscalizações.

Além disso, ficou comprovado que a atividade ocorreu sem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM). Consultas aos sistemas oficiais confirmaram que não havia título minerário para a área. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) também apontou que a exploração ocorreu fora das áreas autorizadas, tornando a atividade ilegal.

Diante das provas, a Justiça reconheceu a responsabilidade dos municípios, destacando que ambos participaram ou se beneficiaram da atividade irregular, o que justifica a responsabilização solidária pelos danos causados.

A decisão determina que os municípios apresentem, em até 90 dias, um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) aos órgãos competentes. Após a aprovação, a execução deverá começar em até 30 dias.

Além disso, os dois municípios foram condenados ao pagamento de indenização mínima de R$ 180,6 mil, valor que inclui tanto os danos ambientais quanto o ressarcimento pela extração irregular de minério – recurso que pertence à União. O montante será destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

A exploração ocorreu dentro de um projeto de assentamento, em área onde o desmatamento é proibido. Segundo as investigações, a retirada de material foi feita para uso em estradas vicinais, com apoio das prefeituras, que forneceram maquinário para a atividade.

A perícia estimou que foram extraídos mais de três mil metros cúbicos de minério, sem qualquer autorização legal. Embora os municípios tenham alegado falta de responsabilidade e desconhecimento da atividade, a Justiça considerou essa tese inconsistente. Isso porque, além de terem se beneficiado diretamente do material extraído, cabia aos gestores públicos fiscalizar a origem e a regularidade ambiental dos recursos utilizados em obras públicas.

O entendimento segue a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que estabelece que todos os envolvidos ou beneficiados por atividade degradadora podem ser responsabilizados.

A decisão reforça que, além de recuperar a área degradada, cabe aos municípios a reparação financeira dos danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio público.

Há exatos 30 anos, acidente com aeronave causou a morte de três deputados do MA

Fonte: Manoel Santos Neto



Waldir Filho, Jean Carvalho e João Silva, todos do PFL, seguiam de avião para Imperatriz (Foto: Arquivo)

Era uma segunda-feira, 25 de março de 1996, quando o bimotor Embraer 810, de prefixo PT-EPL, desapareceu durante uma tempestade enquanto fazia o trajeto entre São Luís e Imperatriz.

Além do piloto, Antônio Carlos Vasques, estavam a bordo os deputados estaduais Waldir Filho, Jean Carvalho e João Silva, todos do PFL. A aeronave decolou de São Luís por volta das 15h.

Na época, havia sido acertado que, durante cinco dias, a cidade de Imperatriz seria transformada em sede simbólica do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa. Os deputados deveriam realizar quatro sessões plenárias no prédio da Câmara de Vereadores, como parte de uma das etapas do programa de governo itinerante da então governadora Roseana Sarney.

O então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Manoel Ribeiro, já se encontrava no plenário da Câmara de Imperatriz quando foi alertado por um de seus assessores mais próximos:
“A aeronave, o avião do Joãozinho, não chegou”.

A informação foi dada pelo professor Miranda, mais conhecido como “Gafanhoto”, com semblante sombrio.

Seguiram-se uma tarde e uma noite marcadas pela apreensão, além de dias difíceis para todos os parlamentares, até que veio a confirmação da tragédia: o avião havia caído em uma área de mata, vitimando os três jovens deputados — João Silva, Jean Carvalho e Waldir Filho.

A aeronave pertencia ao deputado João Silva, em sociedade com Chiquinho Escórcio, então segundo suplente do senador Alexandre Costa. Também deveriam ter embarcado os deputados Kinkas Araújo e Hemetério Weba (ambos do PFL), mas eles não chegaram a tempo ao aeroporto, onde foram aguardados por alguns minutos.

Weba passou mal, enquanto Kinkas precisou resolver uma questão política na cidade de Paulo Ramos, o que ocasionou o atraso. Diante disso, os ocupantes decidiram seguir viagem sem eles.

O controle de tráfego aéreo na região era feito pela torre de Belém, equipada com radar para rastreamento. O deputado Manoel Ribeiro tentou contato com diversas cidades da área, mas sem sucesso.

Após as 22h, o desânimo tomou conta dos presentes. O próprio Manoel Ribeiro afirmou que, caso fosse confirmada a queda da aeronave, os trabalhos da Assembleia itinerante seriam imediatamente suspensos, com retorno a São Luís. Deputados, secretários de Estado e assessores tentavam, sem êxito, estabelecer qualquer comunicação com o avião.

Os corpos dos três deputados e do piloto Antônio Vasques foram resgatados por volta das 13h do dia 26 de março, no município de Cajari, a 141 quilômetros de São Luís. A tragédia comoveu todo o Maranhão.

A governadora Roseana Sarney e a prefeita de São Luís, Conceição Andrade, decretaram luto oficial de três dias.

Suplentes assumem

Em decorrência da tragédia, a morte do deputado Jean Carvalho abriu espaço para Raimundo Leal, primeiro suplente do PFL entre os eleitos em 3 de outubro de 1994.

Com a morte de João Silva, o então suplente Edmar Cutrim passou a assumir, em caráter efetivo, o mandato. Já a vaga de Waldir Filho foi ocupada por José Eider Santos de Sousa, primeiro suplente do PP e filho de “Zé Banana”, ex-prefeito de Colinas.

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